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Medida protetiva: guia completo para entender a própria situação

A medida protetiva é uma decisão judicial que impõe restrições a uma pessoa para proteger outra em situação de risco, geralmente no contexto da Lei Maria da Penha. Se você chegou até aqui querendo entender como ela funci

Equipe Consulta Processos6 minAtualizado em 12/07/2026

A medida protetiva é uma decisão judicial que impõe restrições a uma pessoa para proteger outra em situação de risco, geralmente no contexto da Lei Maria da Penha. Se você chegou até aqui querendo entender como ela funciona, quais são os tipos previstos em lei, quanto tempo dura ou o que fazer diante de uma intimação, este texto reúne o essencial em linguagem direta.

O que é medida protetiva

Medida protetiva é uma ordem do juiz que determina condutas específicas para garantir a integridade física, psicológica, moral, sexual e patrimonial de alguém em risco. No Brasil, o instrumento mais conhecido é o das medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), aplicáveis em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Existem, ainda, medidas protetivas em outros contextos, como as previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Estatuto do Idoso e em situações específicas de violência doméstica que envolvem homens ou pessoas em vulnerabilidade.

O ponto central é que a medida protetiva não depende de condenação criminal prévia. Ela pode ser concedida em caráter de urgência, muitas vezes em poucas horas, quando o juiz entende que há elementos mínimos indicando risco. Isso significa que uma pessoa pode ser intimada a cumprir restrições sem que ainda exista sentença ou julgamento definitivo sobre o mérito.

Como funciona a medida protetiva na prática

O procedimento costuma começar com um registro de ocorrência ou pedido feito pela pessoa em situação de risco, por familiares, pelo Ministério Público ou por autoridade policial. A partir daí, o pedido é encaminhado ao Judiciário e um juiz decide, em regra dentro de 48 horas, se defere as medidas solicitadas, quais delas concede e por quanto tempo.

Concedida a medida, a parte a ser restringida é intimada e passa a ter obrigações concretas. O descumprimento pode gerar prisão, conforme a legislação vigente, além de agravar a situação processual em eventual ação penal.

Tipos de medida protetiva previstos na Lei Maria da Penha

A lei prevê medidas que recaem sobre o agressor e medidas que buscam proteger diretamente a pessoa em situação de violência. Entre as mais comuns estão:

  • Afastamento do lar, domicílio ou local de convivência.
  • Proibição de aproximação da ofendida, familiares e testemunhas, com fixação de distância mínima.
  • Proibição de contato por qualquer meio, incluindo telefone, redes sociais, mensagens e intermediários.
  • Proibição de frequentar determinados lugares.
  • Restrição ou suspensão de visitas a filhos, quando houver.
  • Prestação de alimentos provisórios.
  • Suspensão da posse ou restrição do porte de armas.

Do lado da pessoa protegida, o juiz pode determinar recondução ao domicílio após afastamento do agressor, separação de corpos, matrícula dos dependentes em escola próxima e outras medidas de assistência.

Para uma visão detalhada de cada tipo e como ele costuma ser aplicado, vale conferir o texto sobre o que significa cada tipo de medida protetiva.

Medida protetiva urgente: quando é concedida

Chama-se urgente a medida deferida logo no início, sem ouvir a outra parte, quando há indícios de risco concreto. A Lei Maria da Penha autoriza essa concessão rápida justamente porque em muitos casos a demora poderia significar novo episódio de violência. Depois, o processo segue com contraditório e ampla defesa.

A concessão de urgência não significa que a medida seja definitiva. Ela pode ser revista, ampliada, reduzida ou revogada conforme o processo avança e novos elementos aparecem.

Como consultar se existe medida protetiva ou processo em andamento

Se você foi intimado, recebeu uma notificação ou apenas suspeita da existência de um processo envolvendo o tema, é possível fazer essa verificação agora mesmo na barra abaixo, usando o número do processo ou os dados de identificação disponíveis.

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Alguns processos envolvendo violência doméstica tramitam sob segredo de justiça, então parte das informações pode não aparecer publicamente. Ainda assim, a busca inicial ajuda a confirmar existência, vara e movimentações gerais. Para um passo a passo mais detalhado, o guia sobre consulta online da medida protetiva mostra opções por tribunal.

Prazo e duração da medida protetiva

Não existe um prazo único fixado em lei. A medida vale enquanto persistir a situação de risco reconhecida pelo juiz. Na prática, muitas decisões estabelecem prazos iniciais de seis meses ou um ano, com possibilidade de prorrogação, revisão a qualquer tempo ou revogação quando o juiz entender que o risco cessou.

O detalhamento sobre como esses prazos costumam ser fixados, quando a medida pode cair e o que acontece após o vencimento está no artigo específico sobre prazo de vigência da medida protetiva.

Recebi uma intimação: primeiros passos

A intimação é o documento que comunica formalmente as restrições. Ler com calma, guardar o documento, respeitar cada item da decisão e procurar orientação jurídica são as atitudes mais recomendadas. Descumprir uma ordem judicial, mesmo por engano, pode ter consequências graves, incluindo prisão.

O material sobre o que fazer nas primeiras 24 horas após a intimação traz um roteiro prático para esse momento inicial.

Este texto substitui advogado?

Não. Este conteúdo tem caráter informativo. Cada caso envolve fatos próprios, provas específicas e um contexto que precisa ser avaliado por profissional habilitado. Se você foi intimado ou está em dúvida sobre a extensão de uma ordem judicial, procurar um advogado ou a Defensoria Pública é o caminho adequado.

Perguntas frequentes

Medida protetiva é o mesmo que condenação?

Não. A medida protetiva é uma ordem de proteção. Ela não afirma culpa nem gera antecedentes criminais por si só. A responsabilização penal, se houver, depende de processo criminal próprio, com contraditório e sentença.

Quanto tempo leva para uma medida protetiva ser concedida?

A lei fixa prazo de até 48 horas para o juiz decidir sobre o pedido de urgência. Na prática, em muitas comarcas a decisão sai em algumas horas.

É possível revisar ou revogar uma medida protetiva?

Sim. Qualquer das partes pode pedir revisão ao juiz, apresentando fatos novos, provas ou argumentos que justifiquem a alteração. A decisão sobre revisar, manter ou revogar cabe ao Judiciário.

Preciso de advogado para cumprir uma medida protetiva?

Cumprir é obrigação de todos. Para se defender no processo, apresentar pedidos ou requerer revisão, a assistência de advogado ou da Defensoria Pública é altamente recomendável.

A pessoa protegida pode desistir da medida?

A pessoa pode manifestar essa vontade ao juízo, mas a decisão final é do juiz, que avalia o quadro de risco. Em alguns casos, a medida é mantida mesmo diante de pedido de retratação.

Nota de segurança

Se você está em situação de risco atual, procure imediatamente a Polícia Militar pelo 190 ou a Central de Atendimento à Mulher pelo Ligue 180. O atendimento é gratuito, sigiloso e funciona 24 horas por dia, todos os dias.

Precisa confirmar se existe processo relacionado ao seu nome ou número? Faça agora sua consulta processual gratuita e tenha um ponto de partida antes de conversar com um advogado.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica individualizada.

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