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Medida Protetiva de Afastamento do Lar: Como Funciona na Prática

O afastamento do lar é uma das medidas protetivas mais utilizadas e mais impactantes da Lei Maria da Penha. Ela obriga o agressor a deixar imediatamente a residência ou o local de convivência com a vítima. Muitas dúvidas

Equipe Consulta Processos4 minAtualizado em 12/07/2026

O afastamento do lar é uma das medidas protetivas mais utilizadas e mais impactantes da Lei Maria da Penha. Ela obriga o agressor a deixar imediatamente a residência ou o local de convivência com a vítima. Muitas dúvidas surgem sobre o prazo para sair, o que pode levar, se pode voltar e como é fiscalizada.

Este artigo explica de forma clara e prática como a medida funciona no dia a dia. As informações são educativas e não substituem a orientação de um advogado.

O que é o afastamento do lar

Previsto no art. 22, II, da Lei Maria da Penha, o afastamento determina que o agressor deixe o lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida. O objetivo é interromper a convivência forçada e reduzir o risco de novas agressões.

A medida pode ser concedida de forma urgente, inclusive sem ouvir o agressor previamente. Em alguns casos o delegado pode aplicar provisoriamente (Lei 13.827/2019) até a confirmação judicial.

Como a medida é comunicada e cumprida

  1. O juiz defere o afastamento.
  2. O agressor é intimado (geralmente por oficial de justiça).
  3. A intimação lista a obrigação de sair e o prazo (muitas vezes imediato ou de poucas horas).
  4. Em situações de risco alto, a polícia ou o oficial de justiça pode acompanhar a saída.
  5. O agressor retira apenas pertences pessoais. Móveis e bens do casal ficam, em regra, com a vítima até decisão posterior.

O descumprimento (voltar sem autorização) é crime e pode gerar prisão em flagrante.

Prazo para sair e o que pode levar

Não existe prazo fixo na lei. O juiz determina o prazo na decisão (muitas vezes "imediatamente" ou "em 24 horas"). Na prática o oficial de justiça ou a polícia orienta a saída no ato da intimação.

O que geralmente pode levar: - Roupas e objetos de uso pessoal - Documentos - Medicamentos de uso contínuo - Itens de trabalho essenciais

Bens comuns, móveis e objetos de valor ficam no imóvel. Discussões sobre partilha de bens são resolvidas em processo próprio (cível ou de família).

Direitos do agressor e da vítima

Agressor: direito de se defender, de pedir revogação ou alteração da medida, de retirar pertences pessoais e de ser intimado formalmente.

Vítima: direito de permanecer no lar, de ter a segurança reforçada e de comunicar qualquer descumprimento.

A medida de afastamento dura enquanto persistir o risco (sem prazo fixo). Pode ser revogada se o risco cessar, após oitiva da vítima.

Fiscalização e o que fazer em caso de descumprimento

A fiscalização é feita pela Polícia Militar e Civil. A vítima deve: - Ligar 190 em caso de emergência - Registrar boletim de ocorrência - Informar o juízo e o Ministério Público

O descumprimento gera o crime do art. 24-A (detenção de 3 meses a 2 anos) e pode resultar em prisão e novas medidas.

Para o contexto geral das medidas, veja: Medida Protetiva: Guia Completo e Tipos de Medida Protetiva.

Como consultar o processo de afastamento

O número do processo permite acompanhar a decisão, a intimação e se houve pedido de revogação.

  • Acesse o site do Tribunal de Justiça.
  • Consulte pelo número do processo.
  • Observe andamentos e decisões.

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Perguntas frequentes

O afastamento é imediato? Geralmente sim. O juiz determina o prazo, que costuma ser curto ou imediato.

O agressor pode voltar para pegar coisas depois? Só com autorização judicial ou acordo formal. Voltar sem permissão configura descumprimento.

A vítima pode mudar de endereço? Sim. A medida protege a ofendida onde ela estiver. A proibição de aproximação se adapta.

Quanto tempo dura o afastamento? Enquanto houver risco. Não tem prazo fixo.

O oficial de justiça acompanha a saída? Em muitos casos sim, especialmente se houver risco de conflito.

Considerações finais e canais oficiais

O afastamento do lar é uma medida forte e necessária em muitos casos de violência doméstica. Cumpri-la rigorosamente é a melhor forma de evitar agravos. Quem precisa de proteção deve buscar os canais oficiais.

Se você ou alguém que conhece está em situação de violência doméstica, ligue: - 190 Polícia Militar - 180 Central de Atendimento à Mulher

O Consulta Processos Brasil facilita a consulta de andamentos. Use-o como complemento às fontes oficiais. Em qualquer dúvida, procure um advogado ou a Defensoria Pública. Fazer consulta agora.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica individualizada.

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