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Tipos de processo e tribunais
O que significa o número do processo: entenda a numeração CNJ
O número do processo judicial parece uma sequência aleatória, mas na verdade segue um padrão rigoroso que carrega muita informação. Cada bloco de dígitos revela onde, quando e em qual segmento do Judiciário a ação tramit
O número do processo judicial parece uma sequência aleatória, mas na verdade segue um padrão rigoroso que carrega muita informação. Cada bloco de dígitos revela onde, quando e em qual segmento do Judiciário a ação tramita.
Esse padrão foi criado pela Resolução 65/2008 do Conselho Nacional de Justiça. A partir de 2010, todos os tribunais brasileiros passaram a adotar o formato único, garantindo identificação padronizada em todo o país.
Entender a numeração ajuda a saber rapidamente em qual tribunal consultar, quando o processo foi distribuído e a qual órgão julgador ele pertence. Este guia decodifica cada parte do número.
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A estrutura do número CNJ
O formato padronizado segue a sequência NNNNNNN-DD.AAAA.J.TR.OOOO. Cada bloco tem função específica, permitindo identificação precisa do processo sem consulta a qualquer sistema externo.
O primeiro bloco, NNNNNNN, tem sete dígitos e representa a numeração sequencial do processo dentro do órgão julgador, no ano de distribuição. Cada novo processo recebe o número seguinte disponível.
DD é o dígito verificador, calculado por fórmula matemática que confere a integridade do restante da numeração. Ele evita erros de digitação e detecta números inválidos automaticamente.
AAAA é o ano de distribuição do processo, com quatro dígitos. Um número que começa com 2024 indica processo iniciado em 2024, e assim por diante.
O que J, TR e OOOO indicam
O dígito J identifica o segmento do Judiciário. O código 1 é Supremo Tribunal Federal, 2 é Conselho Nacional de Justiça, 3 é Superior Tribunal de Justiça, 4 é Justiça Federal, 5 é Justiça do Trabalho.
O código 6 é Justiça Eleitoral, 7 é Justiça Militar da União, 8 é Justiça Estadual e 9 é Justiça Militar Estadual. Esse dígito determina imediatamente em qual segmento o processo tramita.
TR são dois dígitos que identificam o tribunal específico. No caso da Justiça Estadual, cada estado tem código próprio. Por exemplo, 26 é São Paulo, 13 é Minas Gerais e 19 é Paraná.
OOOO indica a origem do processo, ou seja, a vara, órgão julgador ou comarca onde ele foi distribuído. Esse bloco tem quatro dígitos e ajuda a localizar fisicamente o processo.
Exemplo prático de leitura
Considere o número 1234567-89.2023.8.26.0100. Podemos decodificar cada bloco para entender exatamente do que se trata.
Os sete primeiros dígitos, 1234567, indicam a posição do processo na sequência do ano. O 89 é o dígito verificador. O 2023 mostra que foi distribuído em 2023.
O 8 aponta para Justiça Estadual. O 26 confirma que se trata do Tribunal de Justiça de São Paulo. O 0100 indica a origem, ou seja, o foro central da comarca de São Paulo.
Com essa leitura, sem consultar nenhum sistema, já sabemos que é um processo do TJSP, distribuído em 2023 no foro central da capital paulista. Isso agiliza qualquer consulta futura.
Como o padrão foi implantado
Antes da Resolução 65/2008, cada tribunal usava numeração própria, sem padronização. Isso dificultava a identificação de processos em ferramentas nacionais e nas consultas públicas integradas.
A implementação foi gradual. Tribunais tiveram prazo para migrar processos antigos ao novo padrão. Muitos autos anteriores a 2010 receberam nova numeração equivalente, mantendo a numeração original como referência histórica.
A plataforma DataJud, mantida pelo CNJ, consolida dados de todos os tribunais usando o número CNJ como chave. Ela alimenta serviços estatísticos, painéis públicos e ferramentas de consulta unificada.
Diferenças entre sistemas de tramitação
O número CNJ é o mesmo independente do sistema em que o processo tramita. PJe, eSAJ, Eproc e Projudi trabalham com o mesmo padrão, garantindo compatibilidade nacional.
Cada sistema pode adotar identificadores internos adicionais, como códigos de protocolo ou números auxiliares. Esses códigos são úteis dentro do próprio sistema, mas o número CNJ é sempre o identificador oficial reconhecido em todo o país.
Ao trocar informações com o tribunal, com advogados ou em petições, sempre use o número CNJ completo. Ele é a referência universal e evita ambiguidades.
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Perguntas frequentes
### O que é o dígito verificador
São os dois dígitos após o número sequencial, calculados por fórmula matemática. Servem para validar a integridade da numeração. Se você digitar um dígito errado, o sistema detecta a inconsistência e não retorna resultado.
### Todos os tribunais usam o padrão CNJ
Sim, desde 2010 a padronização é obrigatória em todo o Judiciário brasileiro. STF, STJ, tribunais estaduais, federais, trabalhistas, eleitorais e militares seguem o mesmo formato. Autos antigos foram convertidos quando necessário.
### O número do processo muda em recurso
Não. O número CNJ acompanha o processo em qualquer instância. Um recurso ao tribunal de segunda instância mantém o mesmo número. Redistribuições internas também preservam a numeração original.
### Como identifico o tribunal apenas pelo número
Olhe o dígito após o ano, que indica o segmento, e os dois dígitos seguintes, que identificam o tribunal. Uma consulta ao anexo da Resolução 65/2008 revela o significado exato de cada código.
### Processos antigos têm o mesmo padrão
Processos anteriores a 2010 usavam numeração local. Muitos foram convertidos ao padrão CNJ posteriormente. A numeração original permanece como referência histórica, mas a busca em sistemas atuais usa o novo formato.
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica individualizada.
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